Tuesday, November 08, 2005

O que mais está na música é o que não está na música

Sendo, inclusive, a música uma interface sonora de relacionamento, que não a verbal gramatical, tem-se tb nela, princípios de convívio, acordo, harmonia, contrastes, enfim, elementos presentes em qq tipo de relação.

A identidade musical só é possível a partir da identidade do seu autor/executor, circunstância, cultura, momento e tantos ouros fatores. A alma da música não é ela, embora se manifeste tb nela. Trata-se de tudo aquilo que está fora dela, mas que a influencia diretamente, por fazer parte da vida e do momento de quem a executa/cria/ouve.

O Strange Meetings soa pelo que conquistou sob a forma como nos relacionamos e não pelos sons que emitimos. Os são são somente consequência.

Monday, November 07, 2005

Operação resgate

Num movimento que atecedeu às minhas terapias e resgates de passado, comecei a resgatar todas as sessões de adat no computador, indexando as improvisaçõaes e repassando as anotações e pré seleções de *, ** e ***.

Cds foram feitos de tudo até fim de 96 ou, talvez 97, tb. Com isso ficou mais tranquilo remixar o material do 1º cd, deixar no jeito a ultima empreitada do "Hipóteses Psicodélicas" e até conversar sobre uma sugestão de projeto chamada "Manami".

Foi a 1ª vez que tivemos um pré mix sistematizado do nosso material, permitindo um julgamento masi realista tanto do nosso desenvoltvimento de linguagem qto do nosso acervo utilizável para criação de qq projeto futuro.

Trabalhamos até fevereiro de 2004. É preciso retomar. Bola pra frente, agora tem hd novo!

14 O Pôr da Lua

A lua é tão romântica e só se fala do nascer e do por do sol. Justiça seja feita! O pôr da lua é algo muito mais intimista, mais melancólico e menos apreciado, considerando que quase sempre só é bem visível qdo acontece de madrugada.

13 Noite

Todos os bichos que vc puder imaginar e os que vc tb não puder imaginar que habitem um bosque à notie estão ali. Por ex os ornitocrônctons, as peterfigas, os policôncrios, as flambdosas etc.

Destaque para o solo de peidofone. É o que parece qdo se tenta tocar num corpo de uma flauta doce sem bocal com embocadura de trompete.

12 Mensageiro do Ar

Faixas românticas merecem títulos românticos. Essa é como ***(3 Estrelas), uma faixa bem new age do cd.

11- M'Bondjo

Porque Safari ou África são nomes muito manjados e M'Bondjo sugere algum ruido de alguma lingua afrincana.

10 Sibéria (tema no Paulicópterofone)

Aqui o nome é sugerido pela sonoridade do paulicopterofone lembrar uma balalaika estilizada.

Paulicopterofone:

1- lembre-se da promoção do paulicóptero que vinha de brinde no yogurte pauli
2- o brinquedo é formado por um cachimbo que tem uma base quadrangular giratória ativada por sopro feito num canudo acoplado ao disco da base do cachimbo.
3- a hélice qu faz parte do brinquedo rtorna-se desnecessária.
4- acopla-se ao curto canudo original do cachimbo, um canudo com haste flexível.
5- sopra-se no canudo para girar a base quadrabgular de encaixe da hélice.
6- enconsta-se a base quadrangular na corda qdo estiver girnando.
7- divirta-se com sua guitarra tremulada de sopro.

9 Divergências em Harmonia

Começa como um surto esquizofrênico e se aproxima até terminar num tema divertido e infantilacaba encontrando e repousando na tonalidade de fá maior. Sim, gente a IL pode trazer, entre outras surpresas, até um final com uníssono.

8 Miniatura

Que outro nome mais justo para uma música que tem ums melodia de apenas 2 compassos?

7 Pihh

Irmã menor da Puhh.

No dia 3 de outubro de 96, fizemos uma sessão totalmente acústica. A primeira música foia Puhh, com duração de uns 6 minutos. Depois o Jan sugeriu repetirmos o motivo, mas com um desenvolvimewnto mais rápido. Aliás, um dos raros momentos onde houve algum planejamento no que tocamos. Daí veio a Pihh.

O nome da Puhh, se dá por causa da abertura feita num surdo com muito reverb, que soa "puhhh", e Pihh vem do som da kalimba tocada bem aguda e forte com muito reverb, soando "pihhhh".

6 Tremssauro

Foi o único nome grotesco à altura da sonoridade que abre a música, num duelo de mola com delay x guitarra preparada e distorcida, mediado por um clarinete tocando sombras de canções de ninar.

5 *** (3 Estrelas)

Foi a última faixa selecionada par ao cd. O nosso hit parade. Tocou na rádio Cultura várias vezes. Amigos relatararam o fato com felicidade.

Após definir todos os nomes das faixas, descobri essa improvisação que soava bem a aprtir de 2 inutos apos uma introdução dispersa. Mostrei por Jan e pro Mauricio quetb gostaram e decidimos colocar no cd. Daí, na falta de ideia de nomes o jan sugeriu "coloque 3 esrelinhas". Foi então, que na minha mais profunda e inspirada cara-de-pau coloquei *** (3 Estrelas) e sugeri como nome.

E não é que eles e outros ouvintes gostaram?

Como diria o Maurício depois de uma improvisação mal sucedida. "Que coisa mais coisa!".

3 Chuva de Plástico

O som de uma chuva reproduzido num plastico de bolhas com delay. Simples assim. O resto é ruído que ambienta essa chuva finalizando com um diapasão, desafinado por um modulation delay, é claro. Se o Chacrinha não veio aqui pra explicar, nós nos damos o direito de não usarmos o diapasão pra afinar.

Sunday, November 06, 2005

2 Iceberg

Como já falei da faixa 1 "O slape Elo" vou pra 2.

Pense num sol ofuscante pelo seu brilho no iceberg, sugerido pela estridência da guitarra, eqto o loop desafinado do baixo sugere o mar onde boia e os ruidos do clarinete sugere os ventos gelados.

Títulos, origem dos

Já que puxei o assunto, vale comentar como surgem.

OBS: o número ao lado é o número da faixa do cd.

OBS 2: se fiz vc comprar o cd instigando sua curiosidade em ouví-lo fico feliz. Se fiz vc desisitr de comprar tb fico feliz. Não me interessa alguém que goste da minha música pela sua descrição e sim por ouví-la!

Digitação improvisada

Quem disse que IL se restringe à nossa forma de fazer música?

Quando estudávamos ainda um boneco de encarte do nosso cd, o Jan rabiscou algumas coisas, incluindo um fundo de caixa. Dentre os rabiscos, um gahou minha atenção e acabou sendo o título da 1ª faixa "O Slape Elo".

Se alguém um dia souber o que isso significa em qq língua plis, nos avise!

Mola

A mais significativa preparação que fiz no contrabaixo foi a mola de corda de relógio de parede. Serva para usar tanot no baixo eletrico qto no baixo acústico. Pode, inclusive, ser tocada com arco gerando harmônicos agudos e roucos. É tocada na faixa Tremssauro do 1º cd e tem até um momento de destaque na faixa solo "Mola" do ainda projeto de cd "Hipóstese Psicodélicas".

Prendedores de roupa

Vendo todos preparando seus insturmentos tb fiquei tentado a pereparar o meu. A 1ª grande descoberta foi qdo coloquei prendedores de roupa nas cordas. Tocado em pizz, soa como uma kalima sub grave e tocado com arco sugere guinchos de algum "bichossauro".

GR-300 lado B

Como seria de se esperar, inclsive por minha insistência, o Jan eventualmente toca guitarra preparada, mas com o GR-3000 ligado, o que resulta em "erros" de leitura.

Errar não é apenas humano, êba! O sintetizador por pura incapacidade de processar sons tão indefiníveis/indecifráveis, acaba improvisando tb.

Bão...

Forma de bolo

Dias 3 e 4 de outubro de 96, fizemos um concentrado de SM. Sessões de onde tiramos a faixa Pihh* do cd.

Nesses dias o Jan trouxe um punhado de acessórios sonoros, incluindo uma forma de bolo Rochedo 33, que coloca sobre as cordas da guitarra. Ela dança quicando na elasticidade da tensão das cordas, gerando uma infinidade de harmônicos, funcionando ainda como elemento percussível e super slide ao deslizá-la pelas cordas.

Com isso a Almut não faz mais bolo cada vez que o Jan toca.

GR-300

Um sintetizador anlógico de guitarra. O sonho de consumo de muitos guitarristas. Eternizado pelo som quase trompete do Pat Metheny em "Are you going with me?". A propósito esse, inclusive está autografado pelo proprio Pat. Que luxo!...

Bom, obviamente o Jan não se limita a utilizar aquele timbre, aliás o evita, ua vez que um sintetizador analógio é vivo como um órgão, cheio de possibilidades de filtros que mudam os timbres.

Na 1ª vez que o trouxe gravamos ainda sons executados de forma mais convencional. Pouco tempo depois o Jan já havia comprado um mixer de 4 canais, onde somava o sinal da guitarra normal, do GR-300 que tinha seu captador acoplado à guitarra Oscar Schmidt semi-acústica e ainda um rádio. Tudo isso passando pelo mixer e depois sendo processado pelos pedais.

Clariflauta

Numa das tardes de domingo, o Maurício chegou mais cedo do que de costume e mostrou todo feliz a flautinha que havia comprado em embu no dia anterior. Na mesma hora, caminhou para a marcenaria do meu pai e me merguntou onde estav ao serrote e a lixa. Deixei-os com ele que cortou o bocal da flauta dizendo sorrindo "agora é só lixar". Lixou o pescoço do intrumento decapitado, afinando-o. Depois voltou ao estúdio e encaixou a boquilha do sax. Sorpou.

Nascia naquele momento a clariflauta que abre em solo a faixa 4 (Baiflamantra = baião + flamenco + mantra) do 1º cd.

Um instrumento de 5 furos onde cada nota pode modular uma 3ª ou 4ª. Trarta-se então de um instrumento que tem uma "distensão" bem grande...

(parênteses)

Antes de seguir com a cronologia, vou inserir pequenos contos sobre as nossas peripécias sonoras; a ampliação do nosso intrumental e de como preparas esses intrumentos.

Jakarta

Sim, depois de se distanciar com mudança para berlin, Jan mudou-se para Jakarta. Não há lugar mais longe nesse planeta. Qq outro lugar na terra será mais perto geograficamente, mesmo que de acesso mais difícil.

A grande preocupação veio qdo soube da notícia do tsunami. Enviei imediatamente um mail pra ele, que para agonia minha e do Maurício só foi respondido MESES depois.

Loucura pouca é bobagem. Agora ele trabalha na área atingida pelo tsunami, e o pior é imaginar que o lixão da cidade era beria-mar, cujo tsunami espalhou tudo. Eita sopão, heim!

Desencontro

2002; na vinda tumultuada do Jan, além da falta de tempo gerenciável pq estava acomapanhado de esposa e 2 ciranças pequenas, ficou só um dia e meio em São Paulo. Isso sem contar que tb a alteração da data da vinda dele chocou com o período de recuperação da cirurgia do nariz que o Maurício havia feito. Aliás, falou tão be da cirurgia, que eu tb fiz, e falo tão bem qto ele. É sempre bom respirar, principalemtne qdo vc nunca conseguiu isso antes na vida...

Resultado: ficamos conversando na cozinha, apenas. Na verdade, mesmo, ficamos ouvindo as críticas contrárias do Maurício sobre a proposta de fazer um projeto de improvisação livre no bar Riviera. Embora o SM não tenha tocado lá, outras formações fizeram IL por um ano, quinzenalmente, sempre as 5as feiras.

2002 e 2003 foi um período cansativo, desgastante e muito revelador. Diria até; um recomeço.

Vale ainda lembrar que o Jan foi sempre favorável à ideia do projeto no Riviera que veio do Thomas.

2000 e 2001

Aproveitando as viagens de Férias do Jan, fizemos sessões nos anos de 2000 e 2001, sendo que na de 2001 tivemos Sergio Reze (bateria e percussão) como convidado. Foi trabalhoso pelo número de canais utilizados, mas valeu muito. Foi bem concentrado e com nova captação pela utilização dos recém comprados presonus.

Esse material nem tem pré mix, assim como a sessão toys.

Despedida do Jan 2

No dia seguinte, já com o piano instalado no estúdio, fizemos outra sessão, tendo o Emílio Mendonça como convidado.

Destaque especial para o momento em que o Emílio solta pedrinhas colhidas no fundo do mar sobre as cordas do piano. Som cristalino, percussivo, como se fosse uma mistura de trinado com delays e pitch, e o melhor é que é natural.

Despedida do Jan 1

O Jan se mudou para Berlin em fevereiro de 99. Fizemos algumas sessões de despedida. Um concentrado carnavalesco, aproveitando o ferido (mas sem influências...). Dentro disso, sugeri que fizéssemos uma sessão temática chamada toys. Todos tocando na sala que dia seguinte recebria o atual piano de cauda, imposisbilitado outra ses~sao assim aqui, no futuro.

Pois bem, nos sentamos no chão, munidos de brinquedos, apitos, latas de biscoitos e brinquedinhos do Johannes, filho do Jan de menos de 1 ano.

Um ambiente sonoro agradável, apesar de totalmente árido e insólito. Apesar do desafio que é ficar 40 minutos brincando musicalemnte, tivemos alguns ápices, e o mais curioso é que deixamos guitarra e contrabaixo de stand by, ao ponto de inserirmos ambos na última improvisaçõa, mas, para nossa surpresa, não deu certo. Os brinquedos foram mais impositivos no ambiente sonoro ao ponto do som dos instrumentos ficar fora de contexto.

Será necessário ouvir isso com outra percepção, que não a usual de ouvir as sessões feitas com instrumentos. Ainda é uma surpresa.

Atlas

Em 98, na nossa nova e melhor fase, gravou-se muita coisa boa e com um certo ar de responsabilidade, como se a sala e o equipamento do estudio nos cobrasse seriedade, o que gerava esse clima mais impessoal. Por outro lado, criamos e selecionamos material para um projeto mais comlexo de cd, talvez até duplo, chamado Atlas. Foi a época onde o Jan começoua a utilizar rádio, o Mauricio se especializou mais nos delays e eu mais em loops com arco e sons sutis no baixo preparado.

Ainda tivemos ilustres participações dos convidados Thomas Rohrer (sax e rabeca), Todd Murphy (trombone baixo), Ivan Santchuck (bateria), Emilio Mendonça em diferentes sessões tocando piano, rhodes, piano e sintetizador analógico.

É muito material para ouvir e selecionar. Cadê o tempo pra ouvir tudo isso com critério para selecionar o que é bom e pra qual projeto vai?

Persistência, realidade e fé. Sem isso não rola. Aliás, princípios fundamentais para se improvisar de forma coerente.

Saturday, November 05, 2005

O novo estudio

Finalmente, após as obras da casa, ganhei mais um cômodo que dividi em 2. Agora cada um de nós tocando isoladamente em sua sala, monitorando-se por fones. Voltamos em atividade no fim de 97. Uma ampliação assim nunca é rápida.

As 1as sessões foram um grande desafio pelo ambiente mais impessoal que se fez. Os bons frutos vieram de fevereiro de 98 em diante, com algumas exceções dos períodos anteriores.

Foi o 2º grande salto para o trio. Crescemos muito em liguagem, em qualidade de captação e em refinamento de execução de detalhes. A tecnologia passou a ser o 4º membro do grupo, uma vez que sempre tocávamos considerando-a como elemento indispensável para a conclusão do objetivo sonoro que buscávamos.

Fica a saudade de uma sala aconchegante (se for grande e confortável é melhor do que a antiga de 3m x 3m) onde podíamos nos dispor em triângulo e compartilhar brinquedos, olhares, respirações e tocamros sem fones.

Overdubs ocultos

Dentre as sessões de 97, destacam-se 2 momentos curiosos. O 1º deles é o do overdub oculto. Por gravarmos em 4 canais (baixo mic, baixo linha, guit e sopro), cada fita de 8 canais era utilizada em 2 blocos de 40 minutos. O curioso disso foi ouvir 2 músicas na mesma tonalidade, com a mesma duração com o mesmo tipode ambiência gravadas no mesmo ponto inicial da fita, ou seja, havia u intervalo de mais de 40 minutos entre uma e outra, além do fato de não ouvirmos a 1ª qdo fizemos a 2ª. O fato é que se escutamos ambas simultaneamente parece um sexteto, um Strange Meetings duplo. Um trio de guit, clarinete e baixo com arco e outro trio com guit synth, sax e baixo pizz.

Outro momento divertido, porém nem um pouco artístico é o trio de sineta e 2 desentupidores de pia.

Repito o que já disse antes. No improviso não existe erro, mas existe vacilo...

1os upgrades

Do mesmo jeito que fiz um upgrade em aplificadores captadores, micronfones e gravadores no estudio, ainda em 96, o mauricio começou a tocar clarinete e uma semana depois estava gravando a faixa Iceberg do nosso 1º cd.

Em 97 foia vez do Jan, que um dia me ligou e deixou o seguinte recado: "Eu só digo que comprei um gr-300 (um lendário sintetizador analógico de guitarra).

Nessa época, por problemas de agenda do Maurício fizemos 2 sessões de duetos. Talvez até renda um cd. Sugestão indireta/inconsciente do Jan.

O 1º semestre encerra com uma sessão introspectiva de duo com o Maurício.

1997 - 1º semestre

Mais uma vez a casa está em reforma. Dessa vez é a construção da marcenaria e escritório do meu pai. A salinha do estudio não sofreu alterações, exceto o fato de perder a janela que dava pro quintal, e com isso perder a luz do sol. Com exceção do período de 1 mês e meio em que o estudio ficou parado por causa das complicações diretas da obra, algumas ótimas sessões foram feitas.

Nesse período tivemos a participação de alguns convidados, alguns, quase literalmente arrastados pra dentro do estudio.
O 1º convidado foi o Stephan, percussionista e amigo do Jan, que estava de passagem pelo Brasil. Na falta de uma bateria propriamente falando ele utilizou as peles da minha Purecussion, adicionando um latão de plástico, e algumas peles metálicas. A sessão rendeu 2 fitas de 40 minutos, com excelentes momentos.

O 2º convidado foi o Marcelo "Mistu" Preto (cantor). Além do microfone, deixamos um delay, uma mesinha de centro, um par de baquetas vassourinhas e um apito de nariz. De novo 2 fitas de 40 minutos e coisas interessantes.

O 3º convidado foi o Emilio Mendonça (synth analógico) que passou em casa só para utilizar da marcenaria doeu pai e fazer alguns ajustes no case do teclado dele. Deixei tudo pré montado, de forma que , qdo ele chegou o arrastei pro estudio e ele seguiu nos últimos 2/3 da sessão de uns 48 minutos. Foi a 1ª de outras futuras participações dele no grupo.

Nova Dança

Durante o período de performances, fomos tb convidados a participar de jam sessions com o grupo Nova Dança, uma vez que a Almut, esposa do Jan frequentava o espaço.

Tivemos uma 1ª sessão ótima, uma 2ª sessão interessante e uma 3ª sessão péssima.

É... improviso não tem erros, mas pode ter vacilos...

Só fazendo para se descobir.

"Hipóteses Psicodélicas" - o fantasma do 2º cd que nunca saiu

Durante as sessões de gravação para o 1º cd uma das sessões foi tão bombardeada com interferências de ruidos de fundo, que desistimos, inicialmente até de ouví-la. Quase um ano depois, ao rever as anotações do caderno, vi que não havia nada marcado para a fita de 17 de novembro de 96. Quis ouvir pra descobrir e me deparei com 35 minutos excelentes de uma sessão esquecida. Somando isso à mais algums pequenas improvisações que complementavam tal sessão teve-se o projeto de cd "Hipóteses Psicodélicas". Fizemos várias tentativas de mixagem, mas todas esbarravam na falta de tecnologia de eliminação de ruidos de fundo, os quais são quase insuportáveis por toda a sessão.

Finalmente, em 2003 fiz uma tentativa que pretendo rever e finalizar em janeiro de 2006, quase 10 anos depois.

Tem capa, fotos e booklet pronto. Todo o esqueleto está ok, só precisa de máquina e tecnologia que permita finalizar o projeto que já está até empoeirado.

Ainda sobre o 1º CD

Após a mix e master chegou a hora de mandar pra fábrica e a dúvida. Como registrar fonogramas os quais não temos a menor condição de fazer partituras? Bom, 10 anos se passaram e ainda não consegui uma resposta específica, embora, ao menos tenhamos conseguido prensar os cds.

Solução: um fonograma pode ser considerado registrado a partir da data de sua publicação. A propria publicação funciona com uma condição de comprovação de autoria.

Strange Meetings, o 1º CD


Além de nunca ter sido esquecido, estamos finalizando a nova mix, para uma futura e próxima edição.

Após termos nos fascinado pelo hábito dominical da gravar, lanchar, ouvir, selecionar material para fita demo, fiz um upgrade no meu equipamento pessoal (amp, captador) assim como tb no equipamento do estudio. Havia comprado um adat. O 1º gravador digital de 8 canais no mercado para bolsos de mortais.

Estreamos o bichinho em 29 de setebmro de 96, um ano após o 1º concerto do equinócio de libra. Era fascinante poder ouvir os insturmentos separadamente e reequilibra-los a pós as sessões.

Com isso, começamos a fazer nossa seleção não mais para uma demos, mas já pensando na possibilidade de um cd. E assim foi feito. Em dezembro, começamos a seleção e premixagem do material selecionado pelo critériode * para coisas interessantes ** para coisas boas e *** para tudo o que fosse garantido de ir no cd.

Em tudo o mês de fevereiro, após um esforço heróico* meu e do maurício estava pronta a 1ª mix do nosso cd, que foi masterizada numa sessão contínua de 15 horas no estudio Vivavoice do amgo e trombonista Todd Murphy, com quem fiz o curso de áudio e estudio.

* heróico, pq hj, com mixagem em computador, já dá um trabalhão editar tantos detlhes, que fizemos na mão, numa mesa anlógica, na época. Ok, há limitações, mas todos os detalhes estão soando lá. O conceito da mix já estava pronto, só epserando 10 anos por um atecnologia apropriada, que ainda não havia na época.

Mais performances e "Strange Meetings"

Um ótimo "encontro estranho" que tivemos, foi com o artista plástico José Geraldo, que fazia pinturas psicodélicas com tinta fluorescente.

O evento aconteceu na Aliança Francesa, na Av. Sto Amaro. Uma sala escura onde as telas ficavam dispostas como que num corredor, presas à molduras que escondiam uma luz negra no alto. Nós ficávamos num canto da sala, todos de preto sonorizando a estranha paisagem psicodélica que saltava aos olhos perdidos dos expectadores pela falta de profundidade 3D que o ambiente propocionava.

Depois seguimos com uma apresentação num bar, na granja julieta, onde os únicos interessados na música eram os filhos do dono. A música até foi muito boa, mas o ambiente nos trouxe um incômodo que ainda se manifesta a cada vez que o episódio é citado.

Tb houve uma apresentação no conservatório do brooklin, onde o publico era, minha mãe, meu pai e o Emílio Mendonça, pianista que já participou de algumas felizes sessões conosco. E ainda houve uma participação com o Coro Lumiá no Teatro Paulo Eiró e no Centro Cultural Vergueiro.

As performances

É verdade que só nos dedicamos à isso no 1º ano, provavelmente, até por ainda não termos descoberto o qto um estúdio pode "viciar" improvisadores...

Ao mesmo tempo em que mem preparava para oa mudança de ap para casa, estava entretido com 3 performances e vários ensaios com o coro Lumiá da ulm, regido pelo Teco Galati, amigo desde 90. Sob o título de "Concertos para o Equinócio de Libra", nos apresetnamos no final de setembro e início do outubro numa igreja holandesa no brooklin e 2 apresentações na igreja da Sta Ifigênia.

Nas 3 apresentações pude, tocar õrgão pelo 1ª vez. Em uma palavra: "Inesquecível!"
Gravamos em vídeo e em dat.

As gravações 2

Em setembro de 1995, me mudei pra um casa, onde logo construi a 1ª versão do que viria a ser o estúdio da PMC (Produção de Música Contemporânea), futuramente.

Após mudanças, pequenas reformas e instalação de eucatex acústico, o estudio estava pronto. Finalmente um espaçõ pra podermos nos encontrar todos os domingos, sem a preocupação de perturbarmos vizinhos, muito embora o "estudio" fosse somente um quarto de 3m x 3,30m, onde havia meu gradiente 3 em 1, meu dat sony, um mic shure sm 81 e uma estante com alguns cds, lps e fitas.

Final de outubro, o estudio foi inaugurado com uma sessão de duo com o saxofonista Thoams Rohrer, gravada no dat portátil dele. Tem bons momentos lá.

No dia seguinte foi a vez de tocar em duo com o Jan. Dos registros da ótima sessão, saiu a composição "Era Uma Vez" que tocamos num show do Interchanges num momento de duo no sesc paulista em agosto de 99.

Nos 2 finais de semana seguintes, 18 e 25 de novembro gravamos 2 sessões fantásticas. A do dia 25 gerou arquivos que no ano seguinte serviu como nossa 1ª fita demo somada à música "O Pôr da Lua" que encerra no nosso 1º cd. Aliás essa faixa é o fim de uma sessão de duo com o Maurício, onde ele experimentou um delay de 2s pela 1ª vez e eu toquei synth analógico tb gravada em fita cassete, mas já no meu gravador. As sessões de 95 foram as últimas a serem gravadas no gravador do Jan.

As gravações 1

Começamos a gravar em fitas cassete de 90 minutos a partir de abril de 94. Desde então, o Jan criou um acervo de fitas as quais eventualmente escutávamos e curtíamos nos ouvir "de fora" e reconhecermos o que acontecia a cada boa improvisação que fazíamos, a cada trecho bem entrosado.

Além dos ensaios no auditório do conservatorio, tb ensaiávamos numa sala ao fundo, com um belo essenfelder de armário, o qual eu sempre desmontava pra poder tocar dentro das cordas. Alguns domingos, tb ensaiávamos no último ap que morei antes de me mudar pra atual casa. No ap, comoecei a improvisar tocando baixo acústico, que até então, só havia tocado no 1º encontro com o Jan.

O conceito do grupo

Surgindo com a proposta de mesclar composições do Jan e minhas, sempre fazíamos um aquecimento improvisado de uma meia hora aprox, até o dia em que fizemos muitas improvisações, pois estava bem gostoso pra todos. Justamnete nesse dia o Jan trouxe um gravador cassete marantz e um microfone stéreo sony ecm 909-a.

Deixou tudo no jeito pra gravar, mas esqueceu. Então, gravamos mais improvisações até ele gravar um delas, que foi a menos interessante, mas ainda assim, gostamos tanto que pouco depois de repetirmos o procedimento decidimos abandonar o repertório de composições e nos dedicarmos com exclusividade à improvisação livre coletiva.

Foi a decisão mais certa que tomamos. :)

Um folheto

Tudo começou em dezembro de 2004, numa sexta feira de manhã, qdo o Jan deixou um folheto na secretaria do conservatório do brooklin, por indicapção de um outro professor do conservatório ars et scientia, quase vizinhos de esquina.

No folheto os dizeres: "guitarrista procura músicas para tocar jazz ou free jazz. falar com jan no tel ...."

De inicio ele deixava o folheto no outro conservatório, mas o prof Claudio Coghi, pianista que tocava comigo todas as 6as a tarde numa big band, o avisou sobre meu interesse em musica improvisada, convencendo-o a deixar o folheto no conservatorio do brooklin.

Peguei o folheto a tarde, liguei a noite, assim que cheguei. Mal poude acreditar, após tanto tempo procurando por um guitarrista que mergulhasse nessa linguagem.

No telefone, descobrimos que gostamos do memso tipo de música, dos mesmos cds, dos mesmos sons. A empolgação foi grande e a expectativa, tb. Marcamos um encontro musical na 2ª a noite. Tocamos 3 duetos. É o que se pode chamar de afinidade à 1ª nota.

Então ele me avisou que iria pra alemanha visitar os pais, mas que voltaria em fevereiro. Me propus a formar um quarteto durante esse tempo, com o propósito de improvisarmos e tocarmos nossas proprias músicas. No grupo, Mauricio Mirá (sax) e Ivan Santchuck (bateria).
O quarteto não deu certo, mas o Mauricio ficou interessado. Seguimos com o trio na esperança de encontrarmos mais tarde um baterista, mas na verdade, nehum de nós estava muito interessado em precurar por um. As vezes pensava no meu amigo Jorge Peña, percussionista e sonoplasta, mas da última vez que liguei pra ele, mal o escutava por causa de um infernal barulho de uma obra interminável (durou anos...) e me pediu pra ligar num outro nº o qual não entendi e desesti de pedir pra que repetisse pela 3ª vez.

Enfim, continuamos nos encontrando no conservatorio do brooklin para ensaiar todas as 6as à noite no auditório, uma hora após o ensaio da big band aqual eu e o Mauricio tocávamos.